Quinta-feira, 29 de outubro de 2009
É interessante notar que atualmente é difícil ver uma empresa que não invista em um plano estrategicamente de responsabilidade social.
Acredito que as grandes corporações devem caminhar firmemente para praticar esse modelo e, num futuro não muito distante, vejo médias e pequenas organizações o assimilarem.
As empresas nos EUA foram pioneiras em prestar conta ao público de suas ações sociais, advindo, daí, a idéia de balanço social. Entretanto, foi a França, a primeira nação a tornar obrigatória a prestação de contas dos investimentos sociais das empresa, com número de funcionários acima de 300 funcionários.
Dessa forma, estava plantada a semente de entrada das empresas no universo de co-partícipe da responsabilidade social.
No Brasil, o reconhecimento da função social das empresas culminou com a criação da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE) na década de 70, aliada ao enfraquecimento do Estado do Bem-Estar Social.
Contudo, a concepção do conceito de responsabilidade social somente ganhou espaço no final da década de 80, consolidando-se nos últimos anos, de 1990 a 2003. Dentre os fatores influenciadores, destacam-se: a) a reorganização do capital, que muda o cenário econômico, tendo como pilar a competitividade mundial, regional e local, exigindo um perfil para a indústria e os trabalhadores;b) aumento das condições de pobreza e da degradação ambiental, que culminou com os movimentos impactantes da ECO;c) o fortalecimento dos movimentos sociais;d) as profundas transformações do mundo contemporâneo, provocando a incerteza e a instabilidade como fatores ameaçadores à sobrevivência das organizações empresariais, ao mesmo tempo em que fortalece a valorização do conhecimento e do progresso;e) a insuficiência do papel do Estado, implicando nas graves críticas às políticas públicas, marcadas pelo assistencialismo, a insuficiências dos recursos, a privatização dos serviços sociais;f) o crescimento da violência urbana, dentre outros.
O conceito de responsabilidade social está em construção, requer mudanças culturais, em que empresas e parceiros busquem um processo conjunto, sem prejuízo de uns e com resultados de outros.
Por Marcelly Gomes da Rocha